sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Rudimentos - parte 1

Definição
O que é: São combinações de baqueteamento e técnicas que foram padronizadas ao longo dos anos.
Para que serve: São usados para desenvolver a coordenação, sensibilidade e destreza entre as mãos. Eles oferecem também infinitas possibilidades de frases e idéias musicais que podem ser aplicadas em levadas, nos pedais, solos, etc.
Como funciona: Os primeiros rudimentos surgiram a mais de 400 anos. Seu primeiro objetivo era fazer com que os percussionistas tocassem em uníssono (a mesma coisa ao mesmo tempo). Naquela época não havia a escrita musical como a conhecemos hoje. Então, eles decoravam os rudimentos pelo som que produziam, por exemplo: pa-pa-ma-ma (D-D-E-E). Por isso, muitos rudimentos receberam o nome de acordo com o seu som.
Com o passar dos anos, foram-se criando mais combinações e, em determinada época, sentiu-se a necessidade de padronizar estes rudimentos. Primeiro, foram padronizados 26 rudimentos, de acordo com a NARD (National Association of Rudimental Drummers). Mais tarde esse número subiu para 40 (PAS - Percussive Arts Society). Hoje, temos os Rudimentos Híbridos, que são novas combinações que estão sendo propostas.
Segundo a PAS (Percussive Arts Society), os 40 rudimentos estão divididos em quatro grandes “famílias”. São elas:
1. Roll Rudiments
2. Diddle Rudiments
3. Flam Rudiments
4. Drag Rudiments

Roll Rudiments
Os Roll Rudiments formam um grupo de 15 rudimentos baseados no Rulo (Roll). Dentro deste grupo eles são separados em três categorias: Single Stroke Rudiments, Multiple Bounce Rudiments e Double Stroke Open Roll Rudiments. Cada uma destas categorias, ainda gera algumas subcategorias.
Para entender melhor, observe o esquema abaixo:
Família dos “Roll Rudiments”
Categoria A - Single Stroke Rudiments
Subcategoria 1 - Single Stroke Roll
Subcategoria 2 - Single Stroke Four
Subcategoria 3 - Single Stroke Seven
Categoria B - Multiple Bounce Roll Rudiments
Subcategoria 4 - Multiple Bounce Roll ou Long Roll
Subcategoria 5 - Triple Stroke Roll
Categoria C - Double Stroke Open Roll Rudiments
Subcategoria 6 - Double Stroke Open Roll
Subcategoria 7 - Five Stroke Roll
Subcategoria 8 - Six Stroke Roll
Subcategoria 9 - Seven Stroke Roll
Subcategoria 10 - Nine Stroke Roll
Subcategoria 11 - Ten Stroke Roll
Subcategoria 12 - Eleven Stroke Roll
Subcategoria 13 - Thirteen Stroke Roll
Subcategoria 14 - Fifteen Stroke Roll
Subcategoria 15 - Seventeen Stroke Roll

Diddle Rudiments
Os Diddle Rudiments formam um grupo de 4 rudimentos baseados na combinação entre Toques Simples e Duplos. São eles: Single Paradiddle, Double Paradiddle, Triple Paradiddle e Single Paradiddle-diddle.

Flam Rudiments
Os Flam Rudiments formam um grupo de 11 rudimentos baseados na combinação entre uma Nota Principal e uma Apojatura. São eles: Flam, Flam Accent, Flam Tap, Flamacue, Flam Paradiddle, Single Flammed Mill, Flam Paradiddle-diddle, Pataflafla, Swiss Army Triplet, Inverted Flam Tap, Flam Drag.

Drag Rudiments
Os Drag Rudiments formam um grupo de 10 rudimentos baseados no Drag (também conhecido como Rufo). São eles: Drag (Ruff), Single Drag Tap, Double Drag Tap, Lesson 25, Single Dragadiddle, Drag Paradiddle #1, Drag Paradiddle #2, Single Ratamacue, Double Ratamacue, Triple Ratamacue.

Técnica para os pés

Técnica para os pés

Introdução
Dentre as várias técnicas para os pedais, vamos começar estudando o Heel Down e o Heel Up.
É bom lembrar que no estudo dos pedais, vamos observar toda a movimentação das articulações e músculos dos pés, tornozelos, panturrilhas, joelhos, pernas, etc., da mesma maneira que prestamos atenção aos pulsos, braços e antebraços no estudo das mãos. Um bom resultado, somente poderá ser obtido com o trabalho em conjunto de todas as partes.
O pé deve ficar sempre em contato com o pedal, caso contrário você vai perder o controle sobre ele.
Heel Down
Literalmente, Heel Down quer dizer calcanhar para baixo, ou seja, vamos tocar com o pé totalmente apoiado na sapata do pedal. Esta técnica permite um maior controle e fineza dos movimentos. Em compensação, os músculos se cansam com mais facilidade. É uma técnica que exige bastante resistência.
O Heel Down é geralmente utilizado quando precisamos tocar em dinâmicas mais suaves.

Antes de iniciar o exercício, esteja certo de que você está numa posição confortável em relação ao pedal, com o banquinho ajustado na altura em que você se sente relaxado e verifique se sua coluna está reta.
Acertado isso, vamos aos exercícios.

Exercício 1
Toque as semínimas no bumbo num andamento lento, percebendo os movimentos do pé e da perna e observando o rebote do batedor do pedal. Procure usar sempre a mesma intensidade para todas as batidas.
Exercício 2
O mesmo que o exercício anterior, porém com colcheias.

Andamento e Metrônomo


Andamento
O Andamento é a distância entre um pulso e outro. Quanto mais distante estiver um pulso do outro, mais tempo levaremos para percorrê-lo tornando a música mais lenta. Quanto mais próximo estiver um pulso do outro, menos tempo levaremos para percorrê-lo tornando a música mais rápida. Em palavras mais simples, andamento é a “velocidade” da música. Quando batemos o pé no chão acompanhando uma música, estamos marcando sua pulsação.
Essa velocidade é medida pela quantidade de unidades de tempo que temos por minuto (BPM – Batidas Por Minuto) e pode ser expressa de várias maneiras:
    1. Com um valor numérico
    2. Com um termo em italiano
    3. Como uma combinação dos dois
Os termos em italiano não se referem a uma velocidade exata, deixando-a a livre interpretação do executante. Já o valor numérico, expressa a velocidade exata em que a música deve ser executada.
Alguns dos Principais Andamentos:

Metrônomo
Do Grego metron, medida + nomos, padrão – qualquer aparelho que produz som ou flashes de luz num determinado padrão de velocidade.
No metrônomo mecânico a velocidade (andamento) é expressa por números que vão de 40 a 208. O metrônomo eletrônico oferece uma variação maior e mais precisa, de 35 a 250, com regulagem de 1 em 1 ponto. Estes números nos indicam quantas batidas por minuto (bpm) o metrônomo está executando. Se você quer uma velocidade mais lenta, regule o metrônomo em um número menor, e se você quer uma velocidade mais rápida, ajuste-o num número maior. Por exemplo, ajustando o metrônomo em 60, ele vai produzir um “click” por segundo. Ajustando em 120 ele vai produzir 2 “clicks” por segundo ou 120 batidas por minuto.
Temos ainda metrônomos on line e também para baixar na internet. Muitos deles oferecem inúmeros recursos. É só você pesquisar e verificar qual atende às suas necessidades.
O metrônomo é uma ferramenta essencial para o estudante de qualquer instrumento musical, pois além de ajudar a manter um andamento constante, ele documenta a ‘velocidade’ exata em que estamos fazendo um exercício, facilitando a retomada desse exercício e proporcionando uma comparação com o estudo anterior, coisa que dificilmente poderíamos fazer “de memória”.

Metrônomo mecânico                                       Metrônomo digital